Foto: Fernandes 2° Ano Geografia
A vitória-régia é uma planta aquática família das Nymphaeaceae, típica da
região amazônica. Ela possui uma grande folha em forma de círculo, que fica
sobre a superfície da água, e pode chegar até 2,5 metros de diâmetro e suportar
até 40 quilos se forem bem distribuídos em sua superfície. Uma flor de
Vitória-régia. Sua flor (a floração ocorre desde o início de março até julho)
pode ser branca, lilás, roxa, rosa e até amarela, expele uma fragrância noturna
adocicado do abricó, chamada pelos europeus de "rosa lacustre",
mantém-se aberta até o início da manhã seguinte. No segundo dia, o da
polinização, a flor é cor de rosa. Assim que as flores se abrem, seu forte odor
atrai os besouros polinizadores (Cyclocefalo casteneaea), que a adentram e
nelas ficam presos. Hoje existe o controle por novas tecnologias (adubação e
hormônios) em que é possível controlar o tamanho dos pratos sendo utilizada no
paisagismo urbano, tanto em lagos quanto em espelhos d'água. A lenda da
vitória-régia é uma lenda brasileira de origem indígena tupi-guarani. Há muitos
anos, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci, para os índios) era
uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais
belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Uma linda jovem virgem da
tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar
pelo grande dia em que seria chamada por Jaci.Um dia, tendo parado para
descansar à beira de um lago, viu em sua superfície a imagem da deusa amada: a
lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho lançou-se ao fundo e se
afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia,
e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham
no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e
perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas
flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas